Dicas

Quem é quem
Inclinações mínimas utilizadas em telhados
Como e quando amarrar as telhas
Estilos de telhado
Aliadas contra vazamentos
Como escolher a telha
Manutenção

Quem é quem
estrutura telhado

Inclinações mínimas utilizadas em telhados
inclinações telhado

Como e quando amarrar as telhas

Exceto nos casos em que o fabricante indica um determinado modo de fixá-las, isso se faz com fios de cobre ou arame de aço galvanizado. A primeira é a opção mais resistente, por isso, a recomendada para casas de praia, sujeitas à ação corrosiva da maresia. Existem peças que já vêm com furo. Outras têm uma marquinha indicando onde devem ser furadas, com broca ou prego.

A amarração deve ser feita quando:
- As telhas estiverem dispostas em inclinações superiores à máxima aconselhada para o modelo em questão;
- A construção ficar em região de ventos fortes;
- Houver um beiral sem forro. Nesse caso, é preciso amarrar a primeira fiada.

Não bastassem essas situações, há tipos de telhas que sempre precisam ser fixados:
- Chapas onduladas e trapezóidais: as de fibrocimento são presas na estrutura de madeira com parafusos de aço galvanizado e na metálica com ganchos. As de alumínio e de policarbonato pedem parafusos. Em todos os casos, é necessário vedar os furos com um conjunto de aço inox;
- Peças planas de pedra: têm furos pelos quais devem ser passados os pregos de aço inox;
- Telhas germânicas: tem furos por onde se amarra o fio de cobre;
- Shingles: acompanham pregos especiais para fixação em chapas de compensado naval;
- Telhas capa-e-canal: como seus encaixes não são bons, as capas devem ser amarradas com fio de cobre ou aço galvanizado.

Estilos de telhado

Há telhados com inclinações e detalhes tão marcantes que estão diretamente relacionados com um determinado tipo de construção.


Colonial brasileiro: O nome diz tudo sobre o local e o período dessas casas, cobertas por um telhado levemente curvo, com 27% de inclinação no ponto de encontro com a parede, onde forma o beiral. A telha cerâmica do tipo capa-e-canal, típica do estilo, é a colonial.

Chalé: Originalmente rurais, essas construções surgiram na região européia dos Alpes no século 14 para abrigar os rebanhos, mas, conforme foram virando residências, ganharam mais e mais requinte. O telhado é alto, com águas muito inclinadas, é a sua marca registrada. As telhas planas, de cerâmica, concreto, massa asfáltica e pedra são as mais adequadas.

Normando: O caimento acentuado, as mensardas (janelas no telhado) e a chaminé são os elementos-chave desse estilo vindo da Normandia, no norte da França. Os planos inclinadíssimos têm sua razão: impedir o acúmulo de neve. As mansaradas permitem a ventilação e o aproveitamento do sótão. As telhas certas são as planas, como as ardósia.

Pagode: A inspiração vem das torres com diversos telhados dos templos budistas do Japão e da China. A forte inclinação e os panos curvos com pontas ascendentes definem sua personalidade. A telha ideal é a japonesa, feita de cimento com óxido de ferro. Como os encaixes entre as peças não são muito perfeitos, recomendam-se subcoberturas.

Aliadas contra vazamentos

As subcoberturas de alumínio, também conhecidas como foils, são uma mão na roda para garantir um telhado sequinho. Além disso, reduzem o calor que entra na casa pelo alto. Existem basicamente duas espécies de manta, ambas de polietileno: as que têm lâmina de alumínio em apenas um dos lados e as duplamente matalizadas. O manual da boa instalação manda que elas sejam fixadas entre caibros e contracaibros, impedindo que a água de eventuais vazamentos acumule-se nas ripas e provoque o apodrecimento delas. Dessa maneira, também formam-se colchões de ar, necessários ao seu bom desempenho térmico. As emendas devem ser feitas com uma fita adesiva especial vendida pelos próprios fabricantes, respeitando uma sobreposição mínima de 10 cm.

Como escolher a telha

Se você quer:
- Durabilidade: fique com a cerêmica e o concreto. Existem telhados feitos há mais de 100 anos com peças de barro que continuam em bom estado. O concreto, mais resistente e impermeável que a cerâmica, também é uma boa pedida, alguns fabricantes oferecem 20 anos de garantia;
- Economia: há modelos de cerêmica vermelha, como romana e portuguesa, com preços bastante convidativos. O fibrocimento é uma das alternativas mais baratas, em geral destinada a construções populares ou áreas menos nobres da casa, como garagens;
- Versatilidade: as chapas metálicas e de policarbonato admitem curvaturas, por isso se afinam com estruturas metálicas, igualmente maleáveis;
- Leveza: telhas plásticas, metálicas e de fibrocimento têm menor peso por m², o que permite fazer uma estrutura menos robusta e mais barata;
- Rapidez: as peças de fibrocimento, plástico e metal agilizam a instalação, pois são grandes, e no caso das metálicas, muitas vezes até dimensionadas de acordo com o projeto. O tamanho traz outra vantagem: como há menos emendas, diminuem as chances de a água se infiltrar no telhado. Maiores que as telhas cerâmicas, as de concreto também são uma boa opção, pois cobrem a mesma área que aquelas em menos tempo;
- Estilo marcante: mais do que o material da telha, o que conta é o seu formato. De cerâmica, concreto, massa asfáltica, pedra ou madeira, os tipos planos vão bem em telhados muito inclinados, caso dos chalés. As japonesas, de cimento, casam com construções de estilo oriental.

Manutenção

Para não colocar tudo a perder na primeira tempestade, fique alerta a qualquer sinal de vazamento e jamais se esqueça de fazer a manutenção. Em geral, basta a chuva para deixar o telhado limpinho, no entanto, se ele ficar muito sujo, aí é preciso bem mais que ela. Você mesmo pode dar conta da faxina, caso seja hábil e cuidadoso. Porém, se não curtir um passeio nas alturas, contrate gente acostumada a realizar esse tipo de serviço. Além da limpeza das telhas, também é importante estar de olho no que vai por baixo delas, a estrutura. Seria ótimo se existisse uma periodicidade certa para cuidar de cada um desses itens, mas infelizmente não funciona assim, a sujeira e o desgaste dos acabamentos dependem muito da região onde está a casa e das condições que ela enfrenta.

Dicas:
- Olhe o telhado por baixo. Está vendo pequenos fachos de luz? Mau sinal... Provavelmente há telhas quebradas ou fora do lugar. Isso pede correção imediata – ou você está disposto a enfrentar goteiras?
- Quando precisar trocar parte das telhas, evite misturar novas e velhas. Como você sabe, isso pode gerar problemas de encaixe, já que nem sempre peças de fornadas ou fabricantes diferentes têm exatamente as mesmas medidas. O melhor é dispor as usadas numa das águas e as novas em outra.
- Em locais onde há muitas árvores, vale a pena varrer o telhado de vez em quando para retirar galhos e folhas acumuladas. Mas só faça isso com as telhas secas.
- Para eliminar o limo, nada melhor que esfregar as telhas com escova de cerdas duras. Água sanitária facilita o trabalho.
- Uma forma de retardar o depósito de sujeira na superfície das telhas nas esmaltadas é impermeabilizá-las com rezina acrílica ou silicone. Isso pode ser feito com as peças já instaladas.



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